A primeira coisa e a mais importante que você precisa saber sobre obesidade é que ela não é apenas uma consequência de maus hábitos alimentares e do sedentarismo, mas sim uma doença . Como qualquer outra doença, a obesidade necessita de tratamento.


A segunda coisa que você precisa saber sobre obesidade é como tratá-la.

A primeira forma de tratamento da obesidade é sempre através de reeducação alimentar e exercícios físicos.

Infelizmente, dieta e exercício físico só são eficazes em garantir perda de peso significativa e duradoura em obesos graves em menos de 5% dos casos.

 

Isso significa que de cada 20 pessoas com obesidade grave uma poderá ter uma perda de peso significativa e manter esta perda com dieta e exercícios físicos. Para as outras 19 pessoas, é necessário buscar outro tipo de tratamento. Aqui cabe destacar um ponto importante: os números acima se referem a pessoas com obesidade grave (IMC > 40 kg/m²), pessoas que precisam perder menos peso têm resultados melhores.


Para a maioria dos pacientes, que não obtêm sucesso com dieta e exercícios físicos por mais de dois anos, a opção mais eficaz é a realização de cirurgia bariátrica.

 

Com essas informações, algumas dúvidas devem ter surgido. Vamos tentar responder algumas.

Pessoas com IMC acima de 40 kg/m² , ou com IMC acima de 35kg/m² (calcule aqui seu IMC) e alguma doença causada ou agravada pela obesidade, mesmo que se sintam bem, têm um risco aumentado para desenvolverem doenças graves, as quais podem inclusive levar a morte.
A cirurgia, ao controlar a obesidade e também devido a seu efeito metabólico reduz o risco de diversas doenças, aumentando a expectativa de vida e a qualidade de vida (veja aqui as doenças que podem ser prevenidas ou tratadas).
São candidatos os pacientes com IMC > 40 kg/m 2 ou IMC > 35 kg/m² e presença de uma doença associada à obesidade (veja a lista aqui). Além disso, devem ter realizado no mínimo dois anos de tratamento com dieta e exercícios físicos sem sucesso e serem submetidos à avaliação nutricional, endocrinológica, cardiológica e psicológica.